Postado por Grupo Thinking in Management
Alguns pensadores partem do pressuposto
de que o universo está em constante transformação, eu não discordo deles.
Quando comecei a escrever esse texto me deparei com uma hora de certo dia, que
já se passou e não retorna mais. Segundo Heráclito, é da natureza do universo a
transformação de todas as coisas, pois é através dessa mudança que as coisas
encontram o repouso.
Nas organizações isso não poderia ser
diferente, tudo se transforma e as mudanças estão ocorrendo cada vez mais
rápido, que não conseguimos nem se quer acompanhar. Num lugar onde tempo é
dinheiro, se faz necessário correr contra ele em busca de algo novo e diferente
para vender e se diferenciar. Com as novas tecnologias tudo ficou ainda mais
veloz, e para acompanhar essa nova realidade as pessoas passaram a ser ainda
mais pressionadas e cobradas dentro da organização.
Em uma sociedade organizacional, ou
seja, movida pelas organizações tudo que acontece dentro dessas organizações
afetam todo o resto da sociedade. Como vimos, através da cultura no decorrer
dos anos, as pessoas vão se modificando através da cultura que possuem e se
transformam quando adquirem novas culturas, ou seja, somos o que somos hoje
devido à cultura que fomos adquirindo ao longo da história da humanidade. Isso
explica porque hoje vivemos em uma sociedade organizacional, onde tudo flui em
busca de dinheiro, poder e controle.
Quando voltamos ao conceito de
Heráclito, onde é da natureza do universo a transformação, e
que essa transformação leva ao repouso das coisas. Será que a falta de água hoje é devido à transformação da natureza? Com certeza não, o ser humano ao longo da história ajuda a modificar a natureza do universo. Sendo que ao longo dos últimos anos, devido à perda de caráter, o homem tem acabado com os recursos naturais, em virtude da sua busca intensa pelo lucro e a excelência, ignorando os danos irreversíveis que tal atitude pode vir a causar para nós, seres humanos.
Estão correndo contra o tempo para
produzir mais bens materiais, de forma a não conseguirem enxergar que se trata
de uma corrida contra a sua própria existência. A sociedade de hoje não
valoriza a natureza, e luta incessantemente em prol de fortuna, poder e
controle. Como não podemos controlar a natureza, em alguns anos estaremos
lutando por um copo de água e pela sombra de uma árvore.
Sem sombra de dúvida, sabemos que as
organizações contribuem de forma intensa para a nossa sobrevivência, assim como
os recursos naturais, por isso as organizações devem garantir sua existência aliada
à natureza, evoluindo junto com ela e com o que vem dela. Organizações não
devem ser egocêntricas, que pensam em seus próprios interesses e destroem o
todo para conseguir o que almejam, mas sim alcançar seus interesses aliados à
conservação do meio ambiente.
Seguindo tal raciocínio, concluo que a mudança dentro da organização deve ser feita através de um olhar objetivo e também subjetivo, na busca por entender fatores os quais organizações precisam e devem seguir, e outros que devem ser modificados. Porém, a mudança do universo deve acontecer de acordo com o antigo símbolo chinês Yin e Yang, que é um fluxo contínuo de transformação enfatizado pelo curso que a natureza deve seguir. O símbolo pode significar a transformação através dos opostos feminino e masculino, onde o feminino é caracterizado pela terra que é escura, receptiva (maternal) e calma (repouso), e o homem pelo céu, a claridade, o forte (criativo) e o agitado (movimento). Desse modo, o yin passou a representar o descanso e o yang o movimento. Algo que segue o curso natural da vida guiado pelo movimento e pelo descanso. E não pelo constante movimento e agilidade das coisas, como querem as as ações organizacionais.










