segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Mudança e suas consequências no Universo Organizacional

Postado por Grupo Thinking in Management


Alguns pensadores partem do pressuposto de que o universo está em constante transformação, eu não discordo deles. Quando comecei a escrever esse texto me deparei com uma hora de certo dia, que já se passou e não retorna mais. Segundo Heráclito, é da natureza do universo a transformação de todas as coisas, pois é através dessa mudança que as coisas encontram o repouso. 
Nas organizações isso não poderia ser diferente, tudo se transforma e as mudanças estão ocorrendo cada vez mais rápido, que não conseguimos nem se quer acompanhar. Num lugar onde tempo é dinheiro, se faz necessário correr contra ele em busca de algo novo e diferente para vender e se diferenciar. Com as novas tecnologias tudo ficou ainda mais veloz, e para acompanhar essa nova realidade as pessoas passaram a ser ainda mais pressionadas e cobradas dentro da organização.
Em uma sociedade organizacional, ou seja, movida pelas organizações tudo que acontece dentro dessas organizações afetam todo o resto da sociedade. Como vimos, através da cultura no decorrer dos anos, as pessoas vão se modificando através da cultura que possuem e se transformam quando adquirem novas culturas, ou seja, somos o que somos hoje devido à cultura que fomos adquirindo ao longo da história da humanidade. Isso explica porque hoje vivemos em uma sociedade organizacional, onde tudo flui em busca de dinheiro, poder e controle.
Quando voltamos ao conceito de Heráclito, onde é da natureza do universo a transformação, e

que essa transformação leva ao repouso das coisas. Será que a falta de água hoje é devido à transformação da natureza? Com certeza não, o ser humano ao longo da história ajuda a modificar a natureza do universo. Sendo que ao longo dos últimos anos, devido à perda de caráter, o homem tem acabado com os recursos naturais, em virtude da sua busca intensa pelo lucro e a excelência, ignorando os danos irreversíveis que tal atitude pode vir a causar para nós, seres humanos.
Estão correndo contra o tempo para produzir mais bens materiais, de forma a não conseguirem enxergar que se trata de uma corrida contra a sua própria existência. A sociedade de hoje não valoriza a natureza, e luta incessantemente em prol de fortuna, poder e controle. Como não podemos controlar a natureza, em alguns anos estaremos lutando por um copo de água e pela sombra de uma árvore.
Sem sombra de dúvida, sabemos que as organizações contribuem de forma intensa para a nossa sobrevivência, assim como os recursos naturais, por isso as organizações devem garantir sua existência aliada à natureza, evoluindo junto com ela e com o que vem dela. Organizações não devem ser egocêntricas, que pensam em seus próprios interesses e destroem o todo para conseguir o que almejam, mas sim alcançar seus interesses aliados à conservação do meio ambiente.
Seguindo tal raciocínio, concluo que a mudança dentro da organização deve ser feita através de um olhar objetivo e também subjetivo, na busca por entender fatores os quais organizações precisam e devem seguir, e outros que devem ser modificados. Porém, a mudança do universo deve acontecer de acordo com o antigo símbolo chinês Yin e Yang, que é um fluxo contínuo de transformação enfatizado pelo curso que a natureza deve seguir. O símbolo pode significar a transformação através dos opostos feminino e masculino, onde o feminino é caracterizado pela terra que é escura, receptiva (maternal) e calma (repouso), e o homem pelo céu, a claridade, o forte (criativo) e o agitado (movimento). Desse modo, o yin passou a representar o descanso e o yang o movimento. Algo que segue o curso natural da vida guiado pelo movimento e pelo descanso. E não pelo constante movimento e agilidade das coisas, como querem as as ações organizacionais. 


Um convite a reflexão: A face repugnante das organizações

Postado por Grupo Thinking in Management



domingo, 25 de janeiro de 2015

Como a ansiedade atrapalha o individuo no ambiente organizacional



No texto que usamos como referencia descreve que essa ansiedade não vem por causa de pressões da organização, mais sim desde a formação do indivíduo, que com o tempo cria mecanismos de defesa ou mesmo tenta inibir que essa ansiedade atrapalhe ele a conseguir suas metas ou seus objetivos. E esse mecanismo de bloqueio que é criada no homem ainda na infância e levada para a vida adulta que pode ser evoluída com o tempo ou simplesmente não evoluir, assim essa ansiedade podem vir sendo ela individual ou até mesmo coletiva.
A ansiedade quando tende a atrapalhar o homem dentro do seu ambiente de trabalho ou mesmo dentro da organização pode levar a ter alguns bloqueios que inibem o seu sucesso, como ter mede de não atingir uma meta estabelecida. Assim a ansiedade pode dar ao homem uma restrição dos seus atos, que levam a uma consequência de não conseguir seus objetivos atrapalhando a desempenho da organização.
Um mecanismo de defesa do indivíduo é entender a organização como um todo, a sua cultura, sua estrutura, sues objetivos até seu ambiente, para poder tem uma defesa contra a ansiedade. Mas os indivíduos não percebem que além de ter que conhecer a organização como um todo, acabam esquecendo o ambiente externo de uma organização que estão no dia-a-dia, como atividades em grupos, clientes, fornecedores, que consequentemente influencia diretamente no comportamento do indivíduo.
A ansiedade do indivíduo que é considerada uma ansiedade individual, caso esse indivíduo seja um líder dentro do seu grupo podendo ser passada para o grupo, que gera outro tipo de ansiedade à grupal, sendo mais difícil de controlar e podendo ter um maior reflexo dentro dos objetivos da organização.


Outra característica da ansiedade é que quando um indivíduo ou um grupo busca o sucesso, reconhecimento ou até mesmo atingir seus objetivos, a ansiedade tenta bloquear que consigam alcançar, pois a ansiedade tem  dentro dela o medo, incerteza que faz que o indivíduo a cada vez que não consegue o que quer essas características fiquem mais evidentes e que atrapalhar o indivíduo a evoluir na busca de seus objetivos.
Assim os mecanismos de defesa mostram que os indivíduos montam uma realidade que não existem para fugir da ansiedade, constroem preocupações e ameaças no seu inconsciente para poder lidar com a realidade fora da organização, assim entendendo que a ansiedade está só dentro da organização, acabando de esquecer que existe a ansiedade fora da organização que também traz consequência para o indivíduo.
O indivíduo tem que buscar um ponto de equilíbrio entre a ansiedade, para não poder afetar ao ponto de tomarem decisões erradas que prejudique a organização, caso consiga buscar esse equilíbrio irá conseguir seus objetivos dentro da organização consequentemente irá conseguir sua satisfação pessoal que ajudar no seu crescimento dentro da organização como fora dela.

Grupo: Daniela Ferreira, Gilberto Junior, Rafael Henrique, Rodrigo Ruas, Williane Souza.

Prisões Psíquicas

Grupo: Breno Geron, Clério Santana, Gustavo Forapani, Heitor de Aguiar Cogo, Leonardo Silvério e Wagner Rodrigues

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ansiedade no ambiente organizacional

Quando abordamos acerca das prisões psíquicas, percebemos uma enorme quantidade de fatores que influenciam o nosso dia a dia dentro das organizações, de forma a nos reprimirmos, nos apegarmos a algumas coisas e não querendo deixar que as mudanças ocorram como tem que acontecer. Deste modo, uma das metáforas que mais nos chama a atenção é metáfora da ansiedade.

Esta metáfora trata da forma como as pessoas se sentem ansiosas todos os dias, ou seja, as formas como elas se sentem pressionadas a estarem sempre em primeiro lugar, a não perder o lugar que ocupam dentro das organizações e a cobrança que fazem sobre elas mesmas para que outras não passem por cima do que representam.


É importante ressaltar que essa pressão que as próprias pessoas colocam sobre si mesmas, influência de forma negativa suas rotinas, ao invés de se dedicarem as suas atividades de forma saudável e produtiva estarão buscando uma realização ou uma imagem que querem apresentar que não condiz com a realidade vivenciada. A pressão pela perfeição e pelo alcance desse perfil estimado pode destruir uma pessoa por completo, tanto pessoalmente, pois ela pode acabar deixando sua família, rotina e interesses de lado em prol de conseguir a imagem da “perfeição” o que é algo claro para todos como inexistente, como profissionalmente, pois esse extremo interesse em se manter na posição desejada pode fazer com que a pessoa acabe deixando de lado suas obrigações e não fazendo com que a pessoa seja capaz de inovar dentro da organização e inserir nela novas práticas positivas.

A busca pela realização e reconhecimento dentro de uma organização deve partir das pessoas de modo a agregar a elas mais força de vontade e realização naquilo que se faz e jamais deve ser usado como modo de se manter em uma posição que a deixe insatisfeito e que não a faça feliz somente pelo status que a mesma trás. É preciso ter paixão pelo que se faz, e interesse de inovar todos os dias, para que a cada dia seja mais satisfatório o ato de exercer aquela função, assim é possível se tornar necessário e por consequência essa necessidade pode fazer com que a pessoa se torne extremamente solicitada por todos para contribuição em outros projetos ou processos da empresa.



O que vale realmente é a satisfação pessoal, porque ela sim fará com que as pessoas executem um trabalho de qualidade, tudo aquilo que é feito com prazer acaba tendo uma qualidade muito maior do que aquilo que é feito por mero interesse em posicionamento organizacional. Vale lembrar também que a qualidade de vida daqueles que vivem sem pressão será muito maior do que aqueles que sempre estão pressionados a serem os melhores, estes poderão nunca alcançar o sucesso, devido à ansiedade diante da incerteza.


Grupo: Bruna Kerolayne, Daniel Pinheiro, Débora Medeiros, Igor Silva, Ingrid Souza. 

Prisões psíquicas: uma realidade das organizações modernas

Antigamente, usava-se a metafísica para explicar a realidade através de princípios gerais e abstratos. Com o surgimento do positivismo, ou fase científica, os homens passaram a observar efetivamente a realidade. Mas, será que de fato os indivíduos adotaram tal posição de enxergar a realidade tal como é?

De um modo geral, podemos interpretar a realidade como sendo essencialmente o que existe, ou seja, tudo o que é considerado verdadeiro. Nesse sentido, dizemos que a nossa realidade é definida por aquilo vivenciando em determinado momento. A questão é que, devido aos processos conscientes e inconscientes, muitos indivíduos se vêem presos á sua própria realidade, ás suas histórias, sendo incapazes de enxergar além, tornando-se prisioneiros de si mesmos. A esse fenômeno denominamos prisão psíquica, no qual, podemos descrever utilizando aquele famoso dito em que se diz que as pessoas costumam cair em suas próprias armadilhas [do inconsciente]. É válido ressaltar que existem vários fatores que contribuem para o encadeamento da prisão psíquica. Esta pode decorrer também de acontecimentos da infância refletidos na vida adulta.

O ponto crucial é que as organizações também podem ser interpretadas como prisões psíquicas. Ao fazermos essa comparação, notamos que, a realidade no ambiente organizacional vai muito além dos simples processos operacionais, chegando á esfera do psiquismo humano. Aos olharmos internamente para uma organização, identificamos não só apenas rotinas maçantes e estressantes de trabalho, mas sim um aglomerado de indivíduos dotados de personalidade, sentimentos, cultura, pensamentos próprios e desejos. E de fato, todas essas características possuem parte no consciente e inconsciente das pessoas. 



Dizemos que o conjunto desses elementos, tanto os processos operacionais, as normas e regras, como também as características de cada indivíduo e até mesmo a atual gestão, fazem parte da realidade organizacional, que é socialmente construída. Essa realidade é criada com o objetivo de fazer com que todo o processo organizacional faça sentido. Assim, a afirmação que as organizações são fenômenos psíquicos é sustentada pelo senso de que estas ganham vida e se estabelecem como processos conscientes e inconscientes, sendo capaz de criar imagens, idéias e pensamentos, nas quais as pessoas acabam se tornando prisioneiras.

Quantas empresas que, ao alcançarem seus objetivos, se apegam ao sucesso e param de inovar, entrando assim na zona de conforto, apegando-se e focando apenas no sucesso obtido até então.  Esse é apenas um simples exemplo de como a acomodação e o apego impedem as organizações de alcançarem novos patamares. Além dessas, existem outras prisões das organizações, ás quais são notórias no cotidiano das empresas, principalmente no contexto Brasileiro, em que o cenário é marcado por processos históricos que não contribuíram para o progresso da economia, ao invés disso, provocou um grande atraso em relação á situação mundial devido à prisão e apego á realidade e a falta de inovação. Assim, a meta das organizações atualmente têm sido recuperar o tempo perdido.


Será possível então, tanto os indivíduos como as organizações, se livrarem de suas prisões e passar a enxergar a realidade como efetivamente é? Quando se trata de assuntos sobre o inconsciente, a questão se torna complexa. Mas cabe a cada um a adoção do espírito crítico para não aceitar a sua realidade e por meio de novas ideias transforma - lá, o que nem sempre é uma tarefa simples, pois as pessoas preferem ficar no aconchego da prisão a ter que lidar com as incertezas provocadas pelas mudanças.


Grupo: Bruna Kerolayne, Daniel Pinheiro, Débora Medeiros, Igor Silva, Ingrid Souza. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Famílias patriarcais e a lógica das organizações

      
Organizações pautadas na relação patriarcal


         O entendimento da mente humana é uma das reflexões mais difíceis de serem feitas, o ser humano enquanto animal racional e mais adaptado à natureza possui uma complexidade de atos e pensamentos admiráveis, uma das realizações humanas que nos permite ver toda essa capacidade são as organizações, as mesmas surgem como maior imposição física e social da capacidade humana de dominar e controlar seres alheios.
            A existência dessas organizações pode ser vista desde a criação de pequenos vilarejos, - feitos pelos primeiros grupos humanos -, passando pela formação de grandes impérios na antiguidade, até chegar à formação de grandes empresas multinacionais que surgem hoje como reguladoras da economia dos países mundiais.
           Mas apesar de identificarmos as organizações enquanto uma representação física, também se pode perceber-las enquanto fenômenos psíquicos, apoiados pelas idéias filosóficas, - iniciadas por Platão, e desenvolvidas posteriormente por Freud -, se percebe a influência tanto do consciente quanto do inconsciente na construção e manutenção das grandes organizações pelo planeta, pois além de serem realidades socialmente construídas, as organizações atuam enquanto controladoras, ou seja, as realidades construídas “ganham vida própria” e dominam seu criador.
          Os defensores dessa teoria criaram algumas metáforas a fim de descrever mais claramente como esse domínio é exercido e essas prisões psíquicas controlam o ser humano, mas mais precisamente quais são os interesses inconscientes que dominam aqueles quem criam as organizações, quais os verdadeiros desejos por trás do indivíduo ou dos indivíduos que criam as organizações.
           Uma das metáforas utilizadas para descrever a criação das organizações está ligada à família patriarcal, a criação da mesma é vista enquanto conseqüência das relações familiares patriarcais exercidas pelos indivíduos, se pode perceber que historicamente as grandes organizações ocidentais possuem caráter masculino, com exceção dos cargos que tem como principal objetivo servir ou agradar alguém. Os homens têm comandado cargos que são considerados cargos que exigem comportamentos mais agressivos, portanto em uma tendência totalmente masculina os homens são colocados em cargos de poder e as mulheres de submissão.
           Para muitos pensadores, essa relação de domínio masculino tem ligação direta com famílias patriarcais, pois as pessoas desde crianças são moldadas a aceitar ordens de uma figura patriarcal, ou seja, já são pré-dispostas a aceitar ordens de uma determinada figura masculina. Trazendo isso para o século XXI, se percebe a existência de organizações extremamente patriarcais, mesmo que exista um discurso de igualdade entre os sexos ainda há um claro domínio masculino, tanto em cargos de poder quanto em relação à remuneração recebida.
           Em contraste com a teoria patriarcal, existem pensadores que criticam essa metáfora e alegam que uma abordagem matriarcal poderia ditar um tom mais correto para as organizações, a existência de valores considerados femininos poderiam ajudar enquanto forma de diminuir a hierarquização organizacional e a autoridade impregnadas nas organizações.
       Portanto, pode-se perceber que o mundo externo influencia diretamente na criação e desenvolvimento das organizações, pois as mudanças nas estruturas familiares estão diretamente ligadas às mudanças em escala empresarial, famílias patriarcais ainda são dominantes, mas não são mais únicas, agora existem outros tipos de famílias com outras figuras exercendo importância maior, a principal delas a mulher, famílias matriarcais já não são novidade e tem surgido em grande escala, apesar de não perceber-se, inconscientemente as mulheres tem conseguido reverter a lógica de empresas patriarcais, pois para alterar a realidade empresarial não basta apenas mudar a mesma, mas todo o processo organizacional da sociedade contemporânea.


Ainda somos patriarcais, mas as famílias matriarcais ganham espaço

Grupo: Breno Geron, Clério Santana, Gustavo Forapani, Heitor de Aguiar Cogo, Leonardo Silvério e Wagner Rodrigues