quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A organização e o ambiente



Há quem diga que existem receitas para o sucesso, livros e fórmulas que parecem ser mágicas, mas será que funcionam na realidade?



As organizações são sistemas complexos, não existe uma forma prescritiva universal definida como sendo a correta ou uma “the Best way” (melhor maneira). As empresas estão inseridas em todo um contexto, aquilo que provavelmente seja um método que possui êxito em um lugar, pode não ter o mesmo resultado em outro. Para isto, todos os fatores ambientais devem ser analisados, de forma a considerar o todo no qual a organização está inserida, principalmente levando em consideração que vivemos em uma era globalizada, tecnológica, cheia de mudanças e transformações. 





No começo da década de 60, foi dado início a uma série de estudos dentro de empresas, e algumas destas pesquisas foram realizadas por Joan Woodward, onde este concluiu que cada organização necessita de uma abordagem diferente de acordo com seu modo e que um certo segmento pode ter várias formas organizacionais para serem adotados. Burns e Stalker afirmavam ainda que não existe uma forma correta para lidar com o ambiente e argumentaram também que a capacidade de interpretação das condições nas quais a empresa está inserida está intimamente ligada com o sucesso de sua adaptação, tornando possível assim a adoção de ações que possam ser significativas. A partir dos dois estudos foi possível concluir que para a eficácia da organização é necessário estudar e analisar toda sua estrutura interna e também o ambiente externo.


Este é o enfoque da teoria contingencial, em que as organizações podem ser classificadas em suas várias formas, e a ideia de que é necessário flexibilidade para lidar com o ambiente e tais mudanças.  Vale ressaltar também outros dois pontos levantados: o de que é necessário vários tipos de organizações para se relacionarem com vários tipos de ambientes e que as empresas que agem diante de um ambiente incerto, cheio de transformações, precisam de maior diferenciação interna, sendo assim, podemos compreender que tudo aquilo que se manifesta no ambiente influencia a parte interna da organização. Outra colocação é a de que é necessário variar os estilos organizacionais para atender a cada subambiente, mesmo em empresas de setores similares, ou filiais, o ambiente sofre variação, sendo assim o nível de organicidade pode variar de uma subunidade organizacional para outra. 

Alguns estudos, como por exemplo os de Simon, focalizaram em como as organizações lidam com a complexidade e incertezas que o ambiente apresenta. A estabilidade ou a falta dela pode dizer muita coisa a respeito do ambiente interno das organizações. Não existem fórmulas mágicas, mas possuímos várias formas de interpretá-las de maneira a identificar vários pontos relevantes para se chegar à um êxito.



Grupo: Bruna Kerolayne, Daniel Pinheiro, Débora Medeiros, Igor Silva, Ingrid Souza, Marcel Camargos.

O treinador, a cultura e o idioma: A aventura brasileira na Terra da Rainha

Os clubes de futebol têm se tornado organizações cada vez mais valiosas

Quando falamos em organizações, logo nos vêm à cabeça a imagem de grandes empresas, corporações e multinacionais que habitam o imaginário comum da população, entretanto uma forma organizacional que foi sistematizada no século XX e tem ganhado força incrível desde o início dos anos 2000, - não é muito recordada enquanto organização -, são as organizações ligadas ao esporte. Atualmente, as grandes instituições esportivas surgem como organizações fortíssimas e verdadeiras máquinas lucrativas, principalmente as instituições iniciadas nos EUA e na Europa que surgem como organizações fortíssimas por todo o planeta.
            Portanto, como todas as organizações mundiais, as relacionadas ao esporte possuem estrutura definida com relação à cargos, processos de tomada de decisão, entre outros, partindo de uma hierarquia verticalizada as organizações esportivas são divididas em cargos como proprietário, presidente, conselho, diretoria, comissão técnica, atletas, entre outros. Todos esses cargos possuem sua importância em maior ou menor escala, abordando especificamente o futebol pode-se perceber que nos últimos anos um dos cargos tem ganhado bastante notoriedade e importância, é o cargo de treinador, antes pouco importante e responsável apenas por “colocar os jogadores em campo”, hoje os treinadores recebem salários astronômicos e são tratados diversas vezes como estrelas em detrimento aos demais jogadores, sofrem grande pressão e estão quase sempre a mercê dos resultados.
            Mas, qual o motivo dessa valorização recente dos treinadores, um dos pontos que pode ajudar explicar isso está diretamente ligado à globalização constante, pois é cada vez mais comuns vermos atletas de diferentes nacionalidades atuando juntos em determinado país, portanto o treinador precisa além de armar sua equipe, criar meios que possibilitem que pessoas tão diferentes trabalhem juntas sem criar atritos excessivos. Na Europa e na antiga América Espanhola, é comum a atuação de profissionais desta área em outros países, a língua comum e a proximidade geográfica entre os países em cada uma dessas regiões facilitam a adaptação do profissional ao local e seu melhor desempenho.
            Já ao abordar o Brasil não se percebe o mesmo sucesso dos treinadores em diversas partes do mundo, em partes pelo atraso técnico que eles possuem, mas também pela dificuldade de adaptação ao novo local de trabalho, pois apesar de muitos treinadores brasileiros serem limitados, há uma minoria competente e com trabalhos reconhecidos no país que acabaram falhando em solo estrangeiro.
      Dois casos famosos de brasileiros que fracassaram em clubes europeus são Vanderlei Luxemburgo em sua passagem por Madrid e Luiz Felipe Scolari em Londres, o primeiro chegou com status de penta campeão brasileiro para dirigir o Real Madrid, e não conseguiu ser campeão nacional pelo clube merengue, acusado de favorecer brasileiros do elenco em detrimento ao resto do time foi dispensado logo ao fim da sua primeira temporada pela equipe merengue, mas se a campanha não foi brilhante também não foi desastrosa, o técnico garantiu um honroso vice-campeonato espanhol.
            Mas o grande fracasso brasileiro na Europa foi o de Scolari no Chelsea, o treinador brasileiro durou apenas quatro meses e seu fracasso foge do campo técnico e pode ser entendido também como uma falha na administração do grupo, responsável por administrar um dos grupos de atletas mais heterogêneos do mundo, - europeus, americanos, africanos e outros -, o técnico brasileiro foi “fritado” pelas principais estrelas do grupo e os jornais o acusaram de não saber lidar com o idioma do país. Partindo de uma lógica pós-modernista pode-se afirmar que não saber o idioma inglês foi uma barreira importante, mas o grande problema foi não entender a cultura do país e de seu grupo de atletas, o não entendimento do idioma foi uma conseqüência apenas, portanto o treinador errou ao entender o clube como algo lógico e previsível igual a qualquer outro clube brasileiro, ou seja, ignorou a premissa do Homem enquanto imprevisível e não se preocupou em entender a cultura londrina e a cultura específica do time.
No próprio Brasil podemos ver algumas diferenças culturais que muitas vezes atrasam a adaptação de atletas e treinadores à diferentes locais, portanto deve-se partir da idéia do interpretativismo enquanto forma de integração cultural, para o profissional se adaptar à outra região geográfica ele deve entender a cultura e seus detalhes particulares, uma idéia interessante poderia ser adaptação ao local antes do início do trabalho, mas nesse mundo “acelerado” a experiência e o aprendizado devem ser ao mesmo tempo em que o trabalho é realizado, como diz Humberto Gessinger em uma de suas músicas, “não há tempo perdido, não há tempo à perder”, ou seja, as missões inglórias dos brasileiros no exterior devem ser consideradas enquanto aprendizagem em um sistema de circuito duplo a fim de que os mesmos erros não sejam cometidos pelos brasileiros ou por qualquer outro povo e todos conquistem seu lugar ao sol, valorizando a diversidade, mas sempre contribuindo com suas particularidades culturais.
           
Scolari à beira do gramado em um de seus jogos em sua péssima passagem por Londres

Grupo: Breno Geron, Clério Santana, Gustavo Forapani, Heitor de Aguiar Cogo, Leonardo Silvério e Wagner Rodrigues.


  

terça-feira, 25 de novembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Telejornal Dia-a-Dia ADM


                                    Telejornal Dia-a-Dia ADM  Postado por Grupo Thinking in Management



Google: um pedacinho do “Éden”

Grupo Thinking in Management

A base de uma empresa é composta essencialmente por pessoas, e estas devem ser determinadas por sua cultura organizacional. Sua cultura consiste nas crenças, valores, regras de conduta, morais e éticas, e ainda pelos princípios e políticas de gestão implantadas pela organização.
Estes elementos evidenciam a importância da cultura organizacional de uma empresa como o fundamento de suas ações e práticas de gestão de pessoas e resultados. Toda empresa tem sua política organizacional, a partir desta cultura que os colaboradores são orientados para a realizações de suas tarefas.
A Google passa de uma ferramenta de busca pela internet para o sonho de qualquer jovem em fazer parte dessa empresa. Em 2010, dois estudos concluíram que ela estava no topo da lista:  a pesquisa “Top 100 Ideal Employer”, realizada pela consultoria Universum Global e a “A empresa dos sonhos dos jovens”, realizada pela Cia de Talentos, Nextview e TNS.  De fato, uma pessoa que trabalha nessa empresa possa ter um salário atraente, mas está não e a principal característica dessa organização.
Um pouco do sistema dessa empresa é retratado no filme “Os estagiários” (the Internship).  O filme retrata a história de quarenta desempregados que conseguem uma vaga de estágio que se passa no “Googleplex” e terão uma ideia do que são ambientes de trabalho "não convencionais". Na empresa você pode organizar suas atividades, ter suas horas de lazer, agendar suas aulas de ioga, escolher seus horários de trabalho, entre outras atividades.
A Google se preocupa em oferecer as mesmas vantagens e benefícios a todos seus funcionários, independentemente do cargo ocupado. Qualquer colaborador recebe participação nos lucros e ações da empresa.
A organização procura pessoas que sempre estejam em busca de conhecimento, e que tenham vontade de aprender, além de sempre estarem prontas para aceitar novos desafios e também saibam trabalhar em equipe. Em troca a organização espera do colaborador comprometimento, criatividade e produtividade na sua função.

Peter Drucker diz; "trabalhar para refletir os valores sociais como a oportunidade, a comunidade, a solidariedade e as realizações individuais, e não apenas valores do negócio como custo e eficiência”.A cultura da Google tenta se aproximar dos valores Druckerianos de que "a empresa não é apenas um instrumento econômico, mas sim uma instituição social”.

A cultura organizacional da empresa tem que ser evidentemente ressaltada para que o sistema de desenvolvimento da empresa obtenha progresso. Cada organização possui sua própria cultura, que deve ser adequada as necessidades da mesma. Respeitar as regras é parte fundamental para a administração, e os líderes devem orientar seus colaboradores em suas condutas, e também no cumprimento das regras da empresa.




A Potência Japonesa e seu Culturalismo


O Japão possui resultados invejáveis referentes à sua forma de administrar. Tem como base várias dificuldades que o fez se adaptar à sua realidade, tais como a limitação de recursos naturais e a superpopulação do país.

Sem possuir recursos naturais, o Japão tem como principal fonte de renda a exportação de produtos manufaturados. A princípio o trabalho era somente manual, posteriormente passou a ser feito por máquinas, o que possibilitou a produção de grande quantidade em menor tempo. Quando referimos à política japonesa, obrigatoriamente devemos citar seu grande crescimento econômico após a 2ª Guerra Mundial, onde o país foi reconstruído economicamente com a assistência dos Estados Unidos. Esse período de “reconstrução” teve como características a busca do estreitamento das relações entre empresas, fornecedores, fabricantes, distribuidores em grupos chamados keiretsu (termo japonês onde as empresas se unem para atingir um fim comum baseadas em um certo interesse econômico). Grandes empresas possuíam sindicatos nomeados como shuntō. Esses sindicatos tinham como base a comparação dos baixos e altos salários no mercado, negociações salariais dos sindicatos dos empregados e empregadores. Por fim foi adequada a garantia de emprego vitalício nas grandes empresas e fábricas que possuíam sindicatos competentes.

O governo dos Estados Unidos teve papel crucial para a recuperação da economia do país na pós-guerra, porém toda essa colaboração tinha um propósito: fazer com que não surgisse o militarismo no Japão e muito menos o antiamericanismo. Os Estados Unidos dando este apoio ganhou em troca a união das duas potências. Mesmo possuindo uma política própria, os japoneses possuíam características da administração ocidental para se tornar uma economia globalizada e adepta às políticas de outros países.

O perfil japonês é bastante cultural e cheio de misticismos. Como comparação citaremos a moral dos samurais. O perfil do samurai é composto pela fidelidade, colaboração com os seus demais, maestria, sabedoria e serenidade. A base do empreendedorismo japonês, mesmo advindo dos pequenos agricultores às maiores multinacionais, se assemelha ao que é passado desde criança tanto pela família ou mesmo pela cultura social do país.

Quando pensamos na cultura japonesa, nos vem logo a ideia de uma sociedade coletivista , um lugar onde as hierarquias são muito rígidas ,e  onde a originalidade pode ser vista como um comportamento condenável. Isso se deve pela sua localização histórica, isolados em seu arquipélago, o coletivo, ou seja, a união era vista como uma arma de defesa a presença de pessoas estrangeiras e a comportamentos diferentes dos estabelecidos que pudesse provocar  mudanças na forma de organização da sociedade e na cultura do país. Essa presença de espírito coletivo também era de grande valia contra as catástrofes naturais que o país sempre esteve exposto.

O coletivismo teve importante influência no crescimento da economia e na consolidação do país como uma grande potência. Porém essa forma de organização homogênea começa a ser questionadas pelos jovens japoneses, que em comparação a gerações anteriores, estão se despertando para o individualismo, são jovens que prezam pela sua privacidade e liberdade de criação. Daqui algum tempo será essa nova geração com seus desejos individuais que estarão chegando ao comando do país.


As mudanças que poderão surgir com essa chegada de novas formas de pensar, tendendo ao a ideia do individualismo, ou seja, maior liberdade de criatividade e inovações poderão ser consideradas errôneas e dificilmente aceitas de forma natural pelos conservadores. Mas a combinação entre o coletivismo e individualismo sendo bem articulada, e planejada poderá ser  sim um fundamental artifício  para o pais conseguir se manter como a forte potência que é,  frente a globalização, que cada vez mais exige novas transformações e inovações, devido as integrações de forma fácil e rápida nos campo sociais, políticos e econômicos no mundo.


equipe Insights Cotidianos (Amanda Rezende Rodrigues, Cláudio Juneo R. Silva, Daiane Alice Pereira Araujo, Paula Crystina de Souza, Pricila Maria Tavares). 

Organizações como cérebro

 
Vídeo sobre a metáfora das organizações enquanto cérebros
 
 
 
Grupo Adm-ID: Ana Carolina, Matheus Oliveira, Natália, Stefany